PINTADO DE ALEGRE
(1961)

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  • PROGRAMA (4/11)
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    Programa do espetáculo
    Composição gráfica de Flávio Império

    Acervo Particular

    Meu trabalho passou por um processo de criação empírica. Surgido das idéias do texto, da visão humanística do autor: “cada elemento toma do meio ao acaso, segundo as necessidades interiores dos personagens; uma muleta adaptada à cama sem pé, a flor que cobre o remendo; aliado ao sabor da coisa usada e gasta, longe da limpeza da coisa nova ou super racionalizada”. Procurou a componente visual da realidade impressionista proposta pela direção, no que isso tem de fragmentação da cor, valorização dos pequenos detalhes em primeiro plano, pretendendo mais a atmosfera do que o real. Aproximou-se ora das fardas, ora dos uniformes de futebol, ora dos cantos dos sapateiros, dos balcões de bar, das casas em demolição, do sub-proletariado, da gente desempregada que dorme pela rua, do feirante, dos circos mambembes, das pinturas populares das carrocerias de caminhões, do fetichismo das bancas de “remédios santos”, dos cortiços. Não pelo que possa ter de folclórico, mas pelo que tem de realidade expressiva de nossa sociedade.

    FLÁVIO IMPÉRIO

    PINTADO DE ALEGRE
    (1961)